Este fim-de-semana há uma Lua Cheia em Leão, tempo de contradições  entre o que aspiramos ser e o que temos de ser, entre o desejo de chamar a atenção e a necessidade de nos fundirmos com o grupo ou sociedade de pertença, entre o anseio de expressão criativa e amorosa e a energia para nos projectarmos no mundo. A Lua está oposição ao Sol em Aquário na madrugada de Domingo, 01.47 GMT a fomentar o climax dessa divisão interior entre o que sentimos e as nossas circunstâncias, ao mesmo tempo que Mercúrio fica estacionário conjunto a Plutão e Vénus sai de Sagitário para entrar em Capricórnio.

Uma leitura possível é que o dramatismo emocional reflecte a intensidade das dinâmicas de comunicação, organização, interdependência e poder ou falta dele que temos vindo a sentir desde que Mercúrio fez conjunção a Plutão em meados de Dezembro quando notícias, análises ou revelações podem ter forçado uma nova consciência e pressão de transformação. Depois disso, no início de Janeiro, por volta de dia 4, o Sol tocou esse mesmo ponto obrigando-nos a assumir as mudanças impostas pela lógica das coisas. Todo a semana que agora termina, Mercúrio retrógrado tem obrigado à reavaliação do dito ou sucedido para podermos ultrapassar bloqueios e progredir. Mercúrio está este fim de semana estacionário a permitir remoer todas essas questões com o dramatismo de uma Lua Cheia e entra directo no dia 26 para um último toque de renovação de ideias até ao final do mês e a confirmação de que conseguimos adoptar novos valores, estar nas relações de outra maneira, reorganizar acordos e finanças segundo a nova lógica quando Venus fizer conjunção a Plutão na primeira semana de Fevereiro.

Assim, este fim de semana é particularmente relevante porque permite a tomada de consciência do equilíbrio que temos de tentar entre o desejo acção independente e a integração no todo, através de uma nova forma de comunicar. Há que ir às entranhas das questões, arejar os problemas e ao exprimi-los e debate-los encontrar uma nova lógica, um novo olhar, novos valores que vamos ter de demonstrar  válidos no arranque de Fevereiro. É como se estivéssemos há muito à espera que algo se resolvesse em nós e finalmente as peças se juntassem para permitir um novo quadro em que nos renovamos para, com a ambição de Vénus em Capricórnio, conquistar novos poderes, a pensar no longo-prazo.

A tela é de Marc Chagall 1887 –1985.

 

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