Podemos estar entusiasmados e vamos ter de controlar os ímpetos ou, noutra vertente, podemos sentir-nos deprimidos porque algo mais forte parece iluminar as carências e impedir-nos de viver uma qualquer projeccão emocional. Duma maneira ou de outra, trata-se de um dia em que há que dominar as emoções mas não temos de ficar quietos e tristes. Antes pelo contrário, a conjunção da Lua a Saturno em Sagitário – que põe o travão no desejo – vem acompanhada de um trígono ao Sol, Mercúrio e Urano em Carneiro que abre caminho para a acção, para a comunicação, para iniciativas inteligentes e que no fundo traduzem o trígono ao Sol de Marte, regente de Carneiro, em Sagitário: eu quero ir mais mais longe no meu pensamento ou defesa de princípios de vida e assim faço.

Com Vénus em Peixes conjunta a Quíron e ao Nódulo Sul há questões antigas que nos prendem na área das relações ou finanças e que temos de ultrapassar com sentido crítico, sentido prático e sentido de serviço – dos outros e de nós próprios,-  através do Nódulo Norte em Virgem, onde também está Júpiter que rege a energia de Marte, Lua e Saturno em Sagitário. Problemas de sempre nas relações ligados à falta de amor, falta de partilha, incompreensão do sentido maior da relação são temas que há que curar agora com este trânsito, seja porque tomamos consciência da sua origem e os racionalizamos ou seja porque alguém ou alguma coisa entra na nossa vida para permitir essa transformação positiva que terá sempre de passar pela dedicação em obter resultados práticos.

A quadratura de Lua e Saturno a Júpiter com Mercúrio em quincúncio e trígono, define a tensão interior entre pessimismo e optimismo, racionalização e dor, expansão e contenção que só tem uma saída: afirmar o que se quer fazer de novo e fazê-lo.

A tela é de Edward Hopper

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