Durante toda esta quinta feira sentimos iminente o extremar de emoções que atingem um climax na madrugada de sexta feira. Trata-se da necessidade de encontrar um ponto de equilíbrio entre o que precisamos de  ter e nos dá segurança e o que desejamos partilhar ou queremos controlar em questões de amor, dinheiro ou poder.  Ao longo do dia a Lua ainda está em Balança e é mais fácil ouvir as outras partes mas, ao final da noite, entra em Escorpião e tudo se torna mais visceral, em particular quando da oposição exacta de Lua Cheia ao Sol em Touro. Para melhor entendermos o desenrolar dos processos, temos de ver o que estão a fazer Vénus regente do Touro e Marte e Plutão regentes do Escorpião. Ora Vénus está em Carneiro, signo também regido por Marte e está praticamente conjunta a Urano, sinal claro de libertação emocional, de procura de novos caminhos, de iniciativas que nos levem a afirmar novas verdades já que Marte se encontra retrógrado em Sagitário a pedir uma nova luz sobre o que temos de facto de defender, de nós próprios e dos outros. Plutão também se encontra retrógrado em Capricórnio e dá o pano de fundo sobre o qual temos de construir outras bases estruturais de interdependência. Ou seja, estamos a repensar o que vale a pena segurar e o que tem de ser largado e esta Lua Cheia pede uma síntese em que haja abertura para soluções novas, bem pensadas, graças a Mercúrio em Touro em trígono ao Nódulo Norte em Virgem. Assim, apesar da intensidade emocional da Lua Cheia temos de ter a cabeça fria para arrumar assuntos pendentes e abrir caminho a outras forma de partilha – que não deixem de nos dar segurança, mesmo que novas e diferentes.

A pintura é de de Max Ernst, 1969.

 

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