Qual o impacto de tantos planetas retrógrados nos próximos meses?  Que rever, que corrigir, que repensar e quando esperar resultados? Segue-se em traços largos a agenda planetária até 2018, a partir da Lua Cheia de Abril. É tempo de olhar para trás, olhar para dentro, olhar de forma crítica, antes de seguir em frente.

No dia 11 de Abril, na Lua Cheia de Balança, oposta ao Sol em Carneiro, é provável que cheguemos a um qualquer extremar de posições e procura de consenso  entre o que podemos e queremos fazer individualmente e o que depende dos outros e de equilíbrio de forças que não desejamos alterar. A Lua está, nesta Lua Cheia, conjunta a Júpiter retrógrado e a oposição a Urano e quadratura a Plutão intensificam as tensões porque algo de muito profundo está a  mudar e temos que mostrar do que seremos capazes.

No entanto, os resultados vão demorar tempo a revelar-se e há trabalho de revisão a fazer pelo caminho.

Nesta Lua Cheia, já Vénus está retrógrada em Peixes, conjunta ao Quíron. Está retrógrada desde 5 de Março, entra directa a 4 de Maio e só volta ao ponto em que estava quando iniciou a retrogradação cerca de 20 de Maio quando o Sol chegar ao fim de Touro que Vénus rege. Isto significa que os desejos manifestados, escolhas ou investimentos afectivos ou financeiros que fizemos no início de Março só podem passar a fase do início da sua concretização depois de revermos bem o que no fundo desejamos, os motivos, carências ou dores que estão na origem dessas escolhas para que, ao tomarmos consciência dessas forças de fundo durante a retrogradação, pudermos mais os livremente redefinir e materializar sob nova forma.

Mercúrio em Touro entra também retrógrado na Lua Cheia, voltando a Carneiro e ficando directo a 4 de Maio para voltar ao ponto de partida de retrogradação, tal como Vénus, a 20 de Maio. Mercúrio em Touro faz-nos pensar a lógica dos valores a defender, o que vale o quê, como materializar as escolhas enquanto revemos também a lógica dessas escolhas quando volta a Carneiro e os impulsos têm de ser repensados.

Desde 7 de Fevereiro que Júpiter está retrógrado em Balança. Entrou retrógrado no grau 23, e a Lua Cheia de Abril tem lugar a 21 graus da Balança. Podemos assim fazer o exercício de reflectir o que nas relações pessoais, acordos jurídicos, contractos negociais, tratados políticos ou diplomáticos entrou em fase de revisão em Fevereiro e que nesta Lua Cheia tem um qualquer conflito de interesses que os restantes tempo de retrogradação dos outros planetas chamam à reflexão e revisão. Júpiter entrará directo em 10 de Junho, a 13 graus da Balança mas só volta ao grau 23 de onde partiu em retrogradação na segunda semana de Setembro e a grande regeneração só é possível quando fazer conjunção ao Sol na terceira semana de Outubro quando ambos estiverem já no signo do Escorpião.

Também dias antes da Lua Cheia de Balança, a  7 de Abril Saturno entrou retrógrado em Sagitário, no grau 27, chamado Centro Galáctico, ponto que simboliza a liberdade e verdade no longo caminho de estruturação de ideias e princípios condutores das nossas acções. Estará retrógrado até 21 de Agosto, no grau 21 e só voltará a tocar o ponto de partida da retrogradação, o Centro Galáctico, em finais de Novembro.

Ainda em Abril, no dia 20, mas estacionário até dia 26 que é a Lua Nova de Touro,  Plutão entra retrógrado a 19 graus de Capricórnio, regido por Saturno, também, como vimos, retrógrado. Só no dia 30 de Setembro entrará directo a 16 graus e vai ser preciso esperar até Janeiro para que volte ao ponto de partida, altura em que também Saturno seu regente já estará não só directo como terá entrado em Capricórnio. O que isto simboliza é a enorme necessidade de, desde finais de Abril até finais de Setembro, revermos o nosso papel nas estruturas que partilhamos. Que poder temos em casa, em familia, no emprego, na ordem geral das coisas? Que temos para dar, como podemos aprofundar, transformar, melhorar aquilo em que participamos? Que controlos há que abandonar ou adoptar para obter resultados? Será em Janeiro com esse balanço feito que poderemos assumir novas responsabilidades com Saturno em Capricórnio e definir grandes objectivos a longo prazo.

Neptuno em Peixes entra retrógrado em meados de Junho até finais de Novembro, tempo de revisão do sonho que comanda a existência, dos ideais que nos guiam, da esperança que bata tudo certo, ao ritmo do coração e do cosmos

Entre Abril e Janeiro do próximo ano temos ainda eclipses no eixo Leão- Aquário, a 7 de Agosto, 21 de Agosto e 31 de Janeiro. São etapas várias do processo iniciado pelo primeiro eclipse da série a 11 de Fevereiro que coincidiu aproximadamente com a entrada de Júpiter retrógrado.

Estes eclipses “pessoalizam” toda a reflexão que estas retrogradações permitem ou exigem. Quem somos, qual o nosso sentido de identidade e como nos projectamos no colectivo, o que temos para dar amorosa ou criativamente, como índivíduos nas relações e em sociedade tem de ser pensado:

1-à luz de Júpiter retrógrado em Balança: Que relações, que parcerias, que equilíbrio de poder, que justiça nos leva mais longe e corresponde á nossa verdade

2- à luz de Vénus retrógrada em Carneiro e Peixes: Que desejamos de facto, como seres individuais, narcisicos,  mas também como seres generosos e com um sentido de pertença a um universo para além do material.

3- à luz de Mercúrio retrógrado em Touro e Carneiro: Que lógica deve guiar a nossa razão? Ter, querer, querer ter, quais os valores a defender que nos dão um sentido de segurança material, de concretização do que valorizamos

4- à luz de Saturno retrógrado em Sagitário: para bem preparar responsabilidades futuras quais as ideias, regras ou princípios que devem ser revistos, o que é que de facto me move, a verdade que tenho de poder exercer livremente, para que em vez de peso sinta controlo da ordem em que vivo

5- à luz de Plutão retrógrado em Capricórnio: mudar a ordem das coisas é um processo lento que exige trabalho de fundo o primeiro dos quais é a análise da nossa parte pessoal nessa revolução. Para mudar o exterior é preciso começar por dentro para que haja alinhamento entre o ser e o querer. Durante este tempo há que eliminar estruturas que não sirvam propósitos futuros, limites interiores que bloqueiam desenvolvimento, pedaços de ordem que só restringem a transformação anunciada ou desejada. E exteriormente a nos também, é tempo de fazer os projectos de obra, negócio, merger, que disso depende para ser posta em marcha.

Em resumo, são meses pela frente em que, pouco a pouco, conforme Vénus e Mercúrio por volta de 20 de Maio e depois Júpiter em meados de Junho, seguido de eclipses e Saturno em Agosto, Plutão em Setembro, Neptuno em Novembro, vamos reconstruir a nossa narrativa pessoal na ordem geral das coisas, revendo o desejo e os impulsos, a lógica que nos move, as relações de que dependemos, a verdade que é só nossa, o sonho que temos, e o poder de exercer o controlo das mudanças necessárias. Lá para Janeiro já o cenário será outro e devemos estar mais donos do nosso destino…

Mas a nova arrumação só para 2020…https://rositaiguana.com/2016/11/18/onde-e-que-isto-vai-parar-a-caminho-de-nova-ordem-em-2020/

Rosita Iguana

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