As notícias do mundo mostram divisão, possibilidades de realinhamentos, crises de valores, sinais de uma nova ordem, confusão, aproveitamentos… Há como que uma aceleração dos processos de mudança e  perguntas que traduzem a insegurança “Onde é que isto vai parar? Quando é que tudo acalma.”..Nos Céus há alguns sinais dos tempos que correm:

De dia 20 de Novembro de 2016 até ao final do mês há um aspecto nos Céus que é particularmente relevante e sinónimo de grande actividade transformadora da ordem existente. Trata-se da quadratura de Júpiter em Balança a Plutão em Capricórnio cujo impacto na quinta e sexta feira 24 e 25 pode ser reforçado pela conjunção de Vénus a Plutão e pela conjunção de Mercúrio a Saturno em Sagitário ao mesmo tempo que Neptuno entra directo em Peixes. Em que é que isto se pode traduzir?
Os ciclos de Júpiter/Plutão duram cerca de 12 ou 13 anos e como qualquer ciclo são marcados pelo signo em que ambos os planetas se juntam para dar origem a esse marco dos tempos. Autores clássicos, como André Barbault em 1979, relacionam estes ciclos com o crescimento do terrorismo internacional. Um pouco mais tarde, em 1981, Arch Crawford depois de um detalhado estudo dos mercado concluiu que os toques de Júpiter a Plutão afectam os ciclos económicos e muito particularmente a bolsa de Nova Iorque que, garante, cai cerca de 6 por cento antes da conjunção e depois recupera outra tanto. Para Ebertin, estes ciclos marcam um fortíssimo impulso de conquista de poder físico, material, mental, político, militar, espiritual. Outros autores identificam claramente em vários horóscopos de nações explosões de plutocracia ou poder político sem limites assim como actividades subversivas, mercado negro, jogos de influências.
As últimas conjunções tiveram lugar em Gémeos em Maio de 1894, em Gémeos em Junho de 1906, em Caranguejo em Agosto de 1918, em Caranguejo em Maio de 1931, em Leão em Agosto de 1943, em Leão no final de 1955 e em 1956, em Virgem, em Outubro de 1968, em Balança em Novembro de 1981, em Escorpião em Novembro de 1994, em Sagitário em Dezembro de 2007. A próxima terá lugar em Capricórnio em Janeiro de 2020 num arranque de ciclos extraordinário porque também Saturno estará conjunto a Júpiter e a Plutão num princípio de uma verdadeiramente nova ordem política, financeira, militar, estrutural que todos teremos de encaixar.
Basta ir à Wikipédia para encontrar manifestações violentas em nos EUA em Maio de 1894 depois de um crash da bolsa de Nova Iorque, um novo crash da Bolsa de Nova Iorque em em Maio de 1906 depois uma subida especulativa em Janeiro, em 1918 o valor das acções atingiu na Bolsa de Londres o valor mais baixo de sempre e toda a transformação de poder associada à Revolução Russa meses antes da conjunção exacta em Outubro de 1917 etc… por aí fora até à mais recente que foi a crise dos subprime com impacto em todas as bolsas, bancos e dívidas soberanas que arrancou em 2007 e que ainda estamos a viver. Estes são apontamentos apenas para a questão financeira e bolsista mas os paralelos também são facilmente contabilizáveis para os golpes de poder dentro destes parâmetros.
No decorrer do ciclo que vai de uma conjunção a outra no espaço de 12/13 anos, há encruzilhadas de evolução assinaladas pela primeira quadratura, oposição e segunda quadratura antes de nova conjunção.
Neste ciclo que estamos a viver que começou em finais de 2007 com a grande crise das dívidas bancárias e a subida de Obama ao poder, tivemos a primeira quadratura com Júpiter em Carneiro em aspecto angular a Plutão em Capricórnio em Fevereiro de 2011 a Primavera árabe a forçar a demissão do presidente Egípcio Mubarak, a oposição a Kadaffi e a expansão do terrorismo islâmico, a que se seguiu a oposição de Júpiter em Caranguejo a Plutão em Capricórnio em Agosto de 2013, o mais cruel dos meses para as bolsas e o princípio do avanço sem limites do ISIL na Síria. Segue-se nova quadratura nos últimos quinze dias de Novembro de 2016 com Júpiter em Balança e Plutão em Capricórnio, aspecto que se repete nos mesmo signos em Março/ Abril e ainda em Agosto de 2017 devido aos tempos de retrogradação de Júpiter.
Júpiter em Balança rege os grandes acordos internacionais e financeiros, a Justiça Suprema, os grandes alinhamentos diplomáticos.
Plutão em Capricórnio rege as forças subjacentes, os endividamentos estruturais, os abusos de poder, as revoluções na ordem das coisas. Quando Júpiter e Plutão se encontram por conjunção nasce uma nova ordem de poderes políticos e financeiros, na primeira quadratura essa ordem é posta em causa por elementos do passado que ainda não foram eliminados. Na oposição revelam-se as circunstâncias que obrigam a afinar os conceitos e ideologias que vão reger as revoluções de poder. Na última quadratura começam a desfazer-se os últimos entraves ao arranque no ciclo que está para vir. É nesta fase que estamos agora e são grandes as mudanças a que vamos estar submetidos entre este final de Novembro e a Primavera do ano que vem. O Brexit, Trump, eleições para o ano em França e na Alemanha, realinhamentos nas alianças internacionais políticas militares, financeiras, afirmações de novos poderes, recrudescendo de guerras, quedas de bolsas, tudo isso está na agenda, o desfazer de uma ordem que só se redesenha com novo formato em 2020. É preciso por o cinto de segurança…

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