Superficialidade e profundidade afrontam-se hoje ao mesmo tempo que procuramos estabelecer bases de segurança para as emoções, valores ou organização geral da vida. O Sol e Marte em Gémeos revelam a  divergência de objectivos e vontades a que não se quer dar muita importância e o sesquiquadrado do Sol a Plutão em Capricórnio torna difícilmente compatível uma abordagem pela rama que contenha em si todo o jogo de forças entre Luz e Sombra que a quadratura de Plutão a Vénus em Carneiro instiga. O Eu e o Nós, a acção individual e a concertação afrontam-se em busca de equilíbrio através da oposição entre Vénus e Júpiter que já dura há dias enquanto se aproxima para ficar exacta amanhã, na Lua Nova de Gémeos, a quadratura entre Vénus e Plutão. No fundo é Plutão em Capricórnio que “resolve” a oposição de Vénus a Júpiter com a ajuda de um trígono da Lua em Touro. Ou seja, a tensão que sentimos entre a desejo de seguir o ego e a importância de chegar a acordos que a todos beneficiem tem de ser ultrapassada através da reformulação das estruturas em que interdependemos de forma a que as emoções encontrem novas bases de segurança.  Se se tratar de investimentos ou politica, a tensão manifesta-se entre as apostas ou iniciativas unilaterais e as sociedades ou acordos partidários existentes. Só depois de uma transformação do quadro em que coexistem de forma a que se concertem os extremos e se crie uma nova articulação de poderes é que pode haver novos ganhos ou bases estáveis de funcionamento. Quem tudo quer tudo perde nesta quadratura que beneficia ainda  do último  grande trígono  entre Urano em Carneiro, Saturno em Sagitário e o Nódulo Norte em Leão: para nos recreamos individual ou colectivamente há que inovar mas dentro de uma perspectiva de expansão e concertação a longo-prazo. Amanhã a Lua Nova de Gémeos vai dar nova voz  aos valores que hoje se definirem.

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