Todo o fim-de-semana aspiramos a mais ordem, mais controlo, mais arrumação, mais estrutura na vida e nas coisas, sabendo que para o atingir temos de tomar iniciativas , fazer acontecer, projectarmo-nos com força e vontade de respeitar o nosso próprio coração.  Com Sol, Marte e Nódulo Norte em Leão, estamos em vésperas do eclipse de Lua Cheia em Aquário na segunda-feira em que seremos confrontados com a tensão entre quem somos individualmente e como nos podemos integrar em liberdade em grupo, na sociedade, no colectivo. Até lá, este sábado e domingo a Lua transita o Capricórnio, signo da ordem, da responsabilidade, do domínio das estruturas e aspiramos ao controlo dos fundamentos e das situações, antes de sermos lançados ou nos lançarmos para o mundo. O sábado é mais complicado que o domingo porque no sábado a Lua faz conjunção a Plutão o que traz sempre grandes transformações emocionais porque a ordem em casa, em família, nas tradições a que estamos habituados é sempre sujeita a alterações com este trânsito. Tanto sábado como domingo estamos também sujeitos à quadratura de Júpiter em Balança a Plutão em Capricórnio, a terceira e última vez que fazem esta quadratura que começou em Novembro passado. A chave deste aspecto é não pensar linearmente, em termos de preto e branco, verdadeiro e falso porque tanto podemos ser nós próprios os tiranos a ditar as regras como podemos ser vítimas de manipulação. Com este aspecto a tendência é para fazer tudo o que podemos para dominar os parceiros e levar por diante, custe o que custar os nossos próprios objectivos, o que causa tensões, conflitos, guerras. Mas este aspecto também permite, analisado o lado sombra, mudar em nós próprios o que podemos mudar para conseguir relações mais equilibradas pondo o foco no poder de controlo pessoal. No domingo pelo meio dia a Lua faz quadratura a Urano  – antes de entrar em Aquário rumo à oposição ao Sol e eclipse de Lua Cheia de segunda feira, – e temos de estar preparados para aparições ou cortes, surpresas, que vão complementar os esforços que fizemos no sábado, mostrando o que temos ainda de mudar, deitar fora, largar,  para reduzir as tensões que sabemos que se avizinham na gestão de quem somos e como nos integramos.

Tela de Kandinsky

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