São complexas as energias do dia porque por um lado temos a oportunidade de nos mostrar e de apostar na nossa criatividade, no que nos torna diferentes, únicos, mas isso não resulta a menos que se resolva a tensão entre a dedicação ao serviço,  trabalho, organização, detalhe e a obrigatoriedade de ser ter um plano global, a longo prazo, de ideias claras e regras e princípios orientadores do esforço. Vénus conjunta ao Nódulo Norte em Leão em trígono a Urano em Carneiro permite, que com amor-próprio, mostremos do que somos capazes e o que desejamos para o futuro.  Como há também um sextil a Júpiter em Balança, podemos atingir grandes audiências, ter ecos e apoios múltiplos. Mas o Sol em Virgem quadrado a Saturno em Sagitário entala-nos entre a folha e a floresta:  o sentido crítico do detalhe, a minúcia do que há a fazer que se confronta com a estrutura geral e poderes a longo prazo.  Sair desde bloqueio não é fácil  mas tem de acontecer entre hoje e amanhã. A Lua em Caranguejo em sextil a Mercúrio e Marte em Virgem torna-nos muito críticos na defesa do que é nosso, sejam ideias, seja a organização, seja a estabilidade emocional quando tratamos do trabalho, em casa, família, país. No fundo resistimos à mudança porque a Lua em Caranguejo é conservadora e leva-nos a preferir a tradição ou o conhecido mesmo que desconfortáveis ao que nos foge da rotina, mas um biquintil do Sol a Urano também nos dá uma oportunidade de encontrar novas saídas e dar um sentido ao que estamos a fazer, não só pelos objectivos em si, como por nós próprios para cumprir assim a conjunção de Vénus em Leão ao Nódulo Norte. A chave está em sermos capazes de largar as amarras – o que forçosamente acontece quando a Lua amanhã fizer oposição a Plutão a Capricórnio – e pensar de modo diferente, a longo prazo, sobre o que nos dá satisfação  e permite aliar o coração com a razão – mesmo que isso signifique mudanças profissionais ou pessoais.

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