Sobem as tensões entre a iniciativa própria e a acção concertada, entre o impulso e a harmonia,  o espírito de solteiro ou de casado, entre a independência e a cooperação,  entre  o investimento e os dividendos, entre a revolução e as leis, entre a guerra e a paz, nesta Lua Cheia com o Sol em Balança e a Lua em Carneiro, num céu carregado de dificuldades pelos aspectos de Plutão que desde já e até dia 10 se fazem particularmente sentir, forçando-nos a aceitar que para que haja evolução vai ser preciso ajustamentos na ordem das relações, sejam elas pessoais, financeiras ou políticas. É interessante ver que tanto o regente do Sol em Balança, -Vénus- como o regente da Lua em Carneiro – Marte- estão conjuntos nesta Lua cheia, no signo da Virgem, em trígono a Plutão em Capricórnio. Isto diz-nos que é na área do serviço das relações, no deve e haver dessas relações, na forma como nos afirmamos em prol do nosso interesse ou lógica de organização é tudo se joga para que possa haver mudanças profundas na estrutura das coisas que partilhamos, em casa, no trabalho, em sociedade, nos poderes estabelecidos. Ou seja, nesta Lua Cheia temos de avaliar como conciliar as pulsões pessoais com o equilíbrio das relações  pensando no que damos e queremos receber, contas feitas em afectos, finanças ou controlos, para de seguida levar a cabo as mudanças necessárias que traduzam estruturalmente novos equilíbrios como resultado de uma nova consciência e expressão da vontade própria.  Tem que haver uma nova justiça, doa a quem doer, e ela está à vista   com o desenrolar dos acontecimentos depois da quadratura do Sol a Plutão no próximo dia 10 em que também Júpiter entra no signo da morte e renascimento, o Escorpião.

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