Todo o Sábado e no Domingo até ao meio-dia GMT continuamos sob uma Lua que suscita sentimentos intensos. São emoções que exigem controlo porque o desejo de poder, domínio, o cíume, a raiva e a ansiedade que se alimenta de querermos não só o que é nosso mas também o que partilhamos leva a situações de guerra da qual teremos de renascer das cinzas com a Lua em Escorpião onde estão também Mercúrio e Júpiter. Como Marte e Plutão seus regentes estão respectivamente em Virgem e em Capricórnio pode ser na organização das coisas em casa, trabalho, sociedade, política que mais fortemente se manifeste a tensão entre o controlamos e o que nos escapa já o o sentimento que nos move é o de ter o poder total para transformarmos como muito bem entendermos as estruturas de que dependemos. Co-existe com este impulso de poder o desejo de concertação e paz porque Vénus e Sol se encontram em Balança, no entanto o Sol entra em Escorpião na segunda-feira e Marte entra em Balança na tarde de domingo, ambos assim a contribuir para o reforço das disputas por controlo e transformação da ordem existente em qualquer dos âmbitos pessoais ou colectivos onde se puderem manifestar.  Há um vislumbre de optimismo no Domingo à tarde quando a Lua sai de Escorpião e entra em Sagitário, signo em que nos leva a entusiasmar com a perspectiva de Verdade que queremos que nos guie, mas também com mais conhecimento, abertura de horizontes geográficos, mentais e espirituais, investimentos no futuro. Mas Saturno está também em Sagitário a impôr limites e responsabilidades ao que acreditamos ser de mais valia e qualquer entusiasmo excessivo será logo na segunda-feira reprimido pela conjunção da Lua a Saturno. Assim, apesar de estarmos prontos a ir para a guerra para controlar tudo e todos, é melhor, neste fim-de-semana, ter ideias claras e razoáveis sobre até onde se pode chegar.

Tela do japonês Kaii Higashiyama, 1986

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