Ó potencial de conflito é hoje grande e as hipóteses de querermos agir de forma espontânea sem atender aos riscos também -o que torna ainda maior a tensão entre opressão, reação, libertação ou ataque, físico, psicológico, pessoal ou colectivo. Com o Sol em Carneiro hoje em quadratura exacta a Plutão em Capricórnio vivemos individual ou socialmente a necessidade de sofrer ou provocar uma metamorfose em que são destruídas as velhas estruturas e somos obrigados a reconstruir os fundamentos do que serve para a nossa afirmação como pessoas, em grupo ou como estrutura política. São tempos de guerra devido a enormes pressões para os quais contribui uma Lua em Aquário sextil a Urano em Carneiro que em tudo encontra oportunidade de afirmação pela diferença, em gestos súbitos, contra a ordem existente devido à passagem de Marte – regente do Carneiro, onde está Urano, Sol e Mercúrio retrógrado- por Capricórnio, o signo da ordem e do poder estabelecido assim ameaçados. A aumentar as possibilidades de conflitos temos ainda a entrada amanhã – mas que desde hoje se faz sentir- de Quíron em Carneiro. Quíron é a ferida que há que sarar e em Carneiro isso passa pela acção de Marte que já se viu estar em Capricórnio a quebrar as estruturas existentes, como se não houvesse cura sem cirurgia, paz sem guerra, carências resolvidas sem gestos determinados. Marte em trígono a Vénus em Touro facilita encontrar o modo concreto e os parceiros adequados para materializar as pretensões de mudança. É difícil parar tanto impulso transformador e/ou conflituoso mas é preciso não esquecer que estamos ainda na fase de preparação da Lua Nova em Carneiro a 16 de Abril dia em que também Mercúrio entra directo. Quanto maior reflexão e menor reação até lá mais leve esse novo arranque.

Tela de Clifford Still

 

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