Vai ser precisa muita elasticidade para gerirmos as limitações ou responsabilidades deste dia de Lua Cheia em Capricórnio, conjunta a Saturno seu regente e em que Marte retrógrado se opõe ao Nódulo Norte em Leão. É como se tudo o que intuímos ser importante resolver em casa, em família, no país, rotinas ou dietas só pudesse ocorrer com grande esforço de organização e ginástica mental e de meios. De facto, estamos numa grande fase de revisões múltiplas que antes de Setembro/Outubro difícilmente têm desenvolvimentos já que o esforço agora tem de ser o de interiorizar o que há a fazer. Plutão retrógrado em Capricórnio obriga-nos  a rever o que compulsivamente queremos controlar nos processos de mudança em curso, Marte retrógrado em Aquário obriga-nos a rever atitudes e perspectivas de futuro, Júpiter retrógrado em Escorpião obriga-nos a rever as verdades que nos movem e que queremos impor para revolucionar a partilha de bens e poderes, Neptuno retrógrado em Peixes obriga-nos a rever sonhos e ilusões e Saturno retrógrado em Capricórnio obriga-nos a rever o que é o não real e como gerir essa realidade a longo prazo. Vale-nos Urano directo em Touro para nos ajudar a ter novas perspectivas dos valores que vale ou não a pena salvaguardar no meio de tanta chamada à realidade e Quíron em Carneiro em trígono ao Nódulo Norte em Leão a lembrar que somos nós próprios os responsáveis pela satisfação do resultado das nossas acções.  Esta Lua Cheia é um marco importante nesse complexo trabalho de revisão em que individual e colectivamente estamos envolvidos a tentar definir uma organização de vida/sociedade mais assente em novas formas de solidariedade e salvaguarda das necessidades reais e menos nas vontades cegas.

Imagem:Arthur Spears

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