O eclipse total do Sol de ontem abriu caminho a mudanças cujo desenvolvimento e impactos vão muito para além dos abalos à ordem pré-existente que ontem verificamos. De facto, todo o mês de Julho, no Outono e até Janeiro de 2020, vamos estar sob o impacto deste eclipse e dos que se seguem no eixo de Caranguejo/Capricórnio que polariza a necessidade de segurança emocional, doméstica, nacional e a ordem externa que a governe, em casa, no trabalho, na política. – Mais sobre os eclipses aqui- .

Hoje, ainda muito a quente das tensões de ontem entre  o passado e o futuro, temos o primeiro teste à luz que se fez depois da sombra do eclipse total do Sol. A Lua continua em Caranguejo onde faz conjunção ao Nódulo Norte e oposição a Saturno, a Plutão e ao Nódulo Sul em Capricórnio. Isto leva-nos a almejar o futuro sonhado com o trígono a Neptuno em Peixes mas a sofrer de emoções intensas porque somos contrariados por forças maiores na nossa aposta de futuro. Apesar da oposição temos de encontrar maneira de dar forma ao que semeamos na Lua Nova e o sentido prático deve sobrepor-se ao dramatismo apesar deste estar em alta com Marte e Mercúrio em Leão em quadratura a Urano em Touro.  Com este último aspecto ao qual se juntará a Lua na madrugada de quinta-feira, a vontade de afirmar a nossa individualidade, pode transformar-se pela força numa rebelião contra a autoridade mas se agirmos de forma criativa podemos conciliar vontade e inovação. Uma coisa é certa, com mais ou menos ênfase, o passado ou poderes estabelecidos estão a ser postos seriamente em causa. As opções com Vénus ainda em Gémeos são romper ou inovar mas pela tarde Vénus entra em Caranguejo e a única coisa que desejamos é satisfazer as emoções, independentemente das restrições que se impuserem, sentimento que naturalmente é gerador de conflito. Para navegar este pós-eclipse é preciso ser firme na aposta de novas formas de segurança emocional e de organização de vida. Isso faz-se com pragmatismo, devagar e com controle das palavras e dos egos, por muito que apeteça ser impetuoso e subjectivo, com o trígono de Marte e Mercúrio a Quiron em Carneiro.