Energia para a Semana 27/9/20-4/10/20- XXI O MUNDO / UNIVERSO

Palavras-chave: retrospectiva; síntese; integração; viragem
Estou preparado para virar a página? Como me preparo para virar uma página? Como sei que é chegado o momento de deitar as contas finais a esta etapa de vida, para poder progredir? O que faço?
Elevo a minha intenção e o meu olhar, vejo o que está para trás, o caminho percorrido:

vim por estradas e carreiros, contornei pedras, aproximei-me de abismos, tempos houve em que caminhei sem obstáculos, também. A esta distância, os detalhes perdem-se e percebo melhor a rota que segui, ainda que ela não estivesse pré-definida: entendo o sentido que a minha vida foi encontrando, com as suas pequenas vitórias e derrotas.
Fiz o que pude, dei o meu melhor, cresci, progredi. Não é tempo para remorsos nem recriminações, antes para o entendimento das aprendizagens. E como tem sido rico em aprendizagens, este caminho recente… Quantas situações novas, quantos desafios que venci, um a um, melhor ou pior…
É tempo de me congratular com o meu desempenho, desvalorizando o que me dificultou a passagem, não porque seja desprezível, mas porque foi ultrapassado, contornado ou, melhor ou pior, resolvido.

A esta distância, encontro o sentido escondido que me guiou, e de que me nem sempre me fui apercebendo, enquanto caminhava. Posso agora fazer a síntese integradora, e assim crio as condições para passar à etapa que se segue, que está à beira de começar.

Mas é também tempo para resolver o que está ainda em agenda, rematando as pontas soltas, ou cortando rente o que não merece ser relevado. Não posso seguir em frente, se tiver o “rabo preso” … Não devo avançar sem antes resolver o que falta ser resolvido, pois, se o não fizer, arrisco-me a ficar no mesmo lugar, num princípio igual a um outro, já vivido, repetindo padrões que já não me servem.
No ponto em que estou, consigo olhar para trás e para a frente; é agora ou nunca. Tenho o meu Mundo na mão, por este instante que seja. Tudo o que falta ainda fazer é para já, se quero poder melhorar.
Viro-me então para a frente: estou preparado para iniciar uma nova etapa, um novo ciclo. A fasquia da exigência para comigo pode ser elevada, e essa elevação tem a medida certa do meu progresso recente – nem mais, nem menos.
Não foi fácil, não foi simples, mas cheguei aqui.
“Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei para aqui chegar
Eu vou para longe
Para muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos para nos dar”
Hoje e agora, está nas minhas mãos fazer a passagem.
Que assim seja. Que siga a viagem.
(citação: excerto da letra da canção de José Mário Branco)
Imagem: Tarot de Ana K, 2013

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