O caminho até Março e apontamentos da semana

A Lua Nova em Virgem do fim de semana deu o mote para o arranque de um novo ciclo lunar de organização, contas, serviço em que Mercúrio, o mensageiro, o comunicador, o analista, vendedor e comprador, tem um papel fundamental. Isto deve-se não só ao facto de Mercúrio ser o planeta que orienta a Virgem como ao facto de a próxima Lua Nova que fecha este ciclo lunar ter lugar a 25 de Setembro, a 2 graus da Balança, exactamente o o grau onde Mercúrio se encontrava no fim de semana, quando Sol e Lua se uniram em Virgem. E nessa próxima Lua Nova no final de Setembro, Mercúrio e Vénus vão estar conjuntos em Virgem em trígono a Plutão em Capricórnio. Temos aqui assim uma dança organizada que nos diz muito sobre o que está nas agendas tanto individuais como colectivas. Ou seja, dependente da casa do horóscopo onde pessoalmente vivemos a Lua Nova de 4 de Virgem de dia 27 de Agosto e a Lua Nova de 2 de Balança de 25 de Setembro sabemos que o que começou por estar apenas nas nossas mãos tratar tem de passar a ser objecto de negociação ou acordos. Numa perspectiva colectiva, a análise dos dados e da organização seja de serviços públicos, educação ou transportes, seja da contabilidade dos estados ou do fluxo das informações passa a ser o ponto fulcral das atenções e da revisão da matéria já que Mercúrio fica retrógrado a 10 de Setembro para só voltar directo a 3 de Outubro.

Mas Mercúrio e o que ele simboliza não é só relevante tendo em conta estas Luas Novas. Mais importante ainda, porque se trata de um raro ciclo maior, é o seu papel no excepcionalmente longo percurso de Marte em Gémeos que Mercúrio rege, para além da Virgem. Marte simboliza a acção, as lideranças políticas e militares, a agitação, as guerras ou a violência. Entrou em Gémeos no passado quarto minguante a 20 de Agosto, signo que em astrologia mundana simboliza não só a actividade dual de compra e venda dos mercados financeiros como o debate politico e o financiamento de campanhas por causas e partidos, a guerra da informação e contra-informação e a guerra aérea. Em vez de passar como habitualmente cerca de dois meses num signo, vai estar em Gémeos até Março de 2023 tornado a acção de Mercúrio um fio condutor de toda a actividade de fim de Era que até lá se vai desenrolar.

Onde é que queremos ou podemos vir a estar em Março, na Primavera de 2023? É essa a questão que temos de nos colocar daqui até lá, sempre a verificar se não nos estamos a perder pelo caminho nem a ficar agarrados ao que vamos ter de largar. Março de 2023 é um tempo de grande viragem astrológica. Não só Plutão o grande transformador, símbolo da morte e renascimento chega ao fim do seu processo de de- estruturação da ordem estabelecida que começou quando entrou em Capricórnio em 2008 e lançou num caos os sistema financeiro internacional que em dominó tem vindo a fazer cair a banca tradicional e poderes liberais como Saturno sairá de Aquário para entrar em Peixes onde não estava desde 1994 e Marte de Gémeos para ingressar em Caranguejo onde não estava desde 2019, antes do Covid. Março anuncia-se assim como a Primavera de uma nova era em que a níveis diferenciados todos vamos ser afectados. É também muito relevante verificar que Marte só esteve igualmente 7/8 meses em Gémeos – (incluindo um ingresso e retrogradação do Caranguejo novamente para Gémeos) entre Agosto de 2007 e Março de 2008, acompanhando assim o ingresso de Plutão em Capricórnio, tal como o vai fazer agora para o ingresso de Plutão em Aquário.

O que é que isto implica? Implica que será na área dos negócios, das finanças, das trocas, da informação e desinformação que se joga o jogo de base sobre o qual Plutão fará cheque mate à ordem internacional simbolizada por Aquário quando lá chegar a 23 de Março vésperas do ingresso de Marte em Caranguejo, símbolo da nossa casa, país, segurança emocional. Temos por isso de pegar nas rédeas deste processo em curso de transformação profunda social e pessoal para tentar dirigir consciência e acção no sentido da depuração de dependências do passado e criação de novas bases, sem fantasias e certamente com problemas e responsabilidades de água com Saturno em Peixes desde 7 de Março. É de recordar também como pano de fundo que estamos num ciclo de eclipses no eixo Touro/Escorpião que em simbologia mundana indica a dicotomia entre a economia e as finanças sendo que o Nódulo Norte em Touro regido por Vénus, onde se encontra Urano em trânsito, dá indicações claras que o caminho passa por uma nova economia, energias novas que libertem a Terra dos danos passados e presentes e o deixar para traz do Nódulo Sul em Escorpião regido por Marte e Plutão, marcos do controlo financeiro sob os moldes a que temos estado sujeitos. Por volta do próximo eclipse a 25 de Outubro a 2 graus de Escorpião conjunto a Vénus, Marte em Gémeos em quincúncio a Plutão, Mercúrio quadrado a Plutão e Saturno em quadratura a Urano podemos muito bem vir a assistir a fortes abalos do sistema financeiro que obriguem à re-orientação exigida pelos ingressos de Março.

Se não quisermos esse peso de encarar crises de mudança, ou se as quisermos ir acompanhando no dia a dia, podemos ir olhando apenas, com navegação costeira, para os trânsitos imediatos. Na primeira metade desta semana, temos o Sol em Virgem em quadratura a Marte em Gémeos com Mercúrio regente de ambos em Balança em trígono gradual a Marte. São sinais de que temos de nos aplicar a fazer acontecer o que estiver na agenda de trabalhos, procurar quem possa ajudar e evitar conflitos e acidentes. Venus está a sair da oposição a Saturno e já aprendemos que uma coisa é o ego outra é o amor próprio e a generosidade. Vénus vai entrar também em Virgem no domingo 4 de Setembro e terá de ser com amor e dedicação que servimos o nosso propósito até final de Setembro. A Lua está em Balança segunda, terça e metade de quarta, enquanto dura a quadratura do Sol a Marte: encontrar compromissos é a melhor maneira de resolver tensões internas e isso implica flexibilidade e respeito pelo interesse comum dado que na quarta a Lua faz quadratura a Plutão e trígono a Saturno. Mesmo assim se ainda estivermos agarrados a ideia de ter algum controlo para além do controlo sobre nós próprios, não nos livramos de surpresas e tensões quinta e sexta com a Lua em Escorpião em oposição ao Nódulo Norte e a Urano e em quadratura a Saturno. Refrear as emoções, agir em diferido é a chave e a salvação vem pelo trígono a Neptuno e sextil a Plutão na sexta à tarde. Sábado e domingo a Lua em Sagitário eleva-nos a outras dimensões e é no alargamento de horizontes, na cultura ou viagem que temporariamente podemos esquecer os semáforos planetários ou enriquecer-nos de novas perspectivas para saber como terminar o ciclo de Plutão em Capricórnio etc em Março próximo.

Boa semana

R.I.

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