A tensão entre as nossas carências de hoje e os nossos objectivos futuros é hoje exacerbada pelo eclipse da Lua em Gémeos com o Sol conjunto ao Nódulo Lunar Norte em Sagitário.  Esta Lua Cheia ilumina e prende-nos emocionalmente a dualidades antigas e o eclipse propõe que tomemos conhecimento das forças do subconsciente que nos impedem de adoptar novos rumos.  Com intensidade, procuramos , como que sob a influência de padrões de reação compulsivos, a segurança na familia, ou nas relações tradicionais.  Estes apegos antigos são também estimulados pelo quincuncio da Lua a Vénus em Capricórnio, pelo quadrado a Marte em Virgem e conjunção ai Nódulo Sul. Discussões acesas, drama relacional e até agressividade são de evitar procurando de facto novas formas inteligentes, quase que matemáticas ( Urano trígono a Mercúrio) que dêm novo rumo aos velhos problemas ( Sol conjunto Nódulo Norte em Sagitário). Um eclipse põe sempre fim a um conjunto de circunstâncias, de uma forma mais ou menos permanente e o objectivo é encontrar o equilíbrio entre o que se perde e o que se pretende ganhar com o fica para trás, enquanto não esté bem formulado o advir. As rupturas são inevitáveis  a partir de hoje com a entrada de Urano directo em Carneiro e a aproximação da sua primeira quadratura exacta a Plutão em Junho de 2012.

Foi já sob a influência deste eclipse que decorreu e se dá hoje o rescaldo da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia de ontem, com o objectivo de definir novos mecanismos financeiros de controlo das dividas soberanas e apoio ao Euro. A Lua em Gémeos presa ao Nódulo Lunar Sul , em quadratua a Marte e oposição a Mercúrio intensificou o conflito, as polaridades e a prisão a seguranças antigas. Urano estimulou comportamentos nacionais e potenciais rupturas de fundo. Plutão e Vénus em Capricórnio trouxeram novos mecanismos financeiros para substituir limites de controlo existentes e o Sol conjunto ao Nódulo Lunar Norte em Sagitário permitiu que propostas para um futuro sólido do Euro ( Júpiter em Touro) fossem aceites por muitos e satisfizessem os que as promoveram. No entanto, a presença de Urano e a sua moção a partir de agora em directo, assim como a quadratura a Plutão em Junho próximo é o sinal de que as divisões agora denunciadas podem virar rupturas de fundo nas próximas cimeiras, já convocadas para 25 de Maio,  no seguimento de um eclipse em Gémeos, seguido de outro exactamente oposto ao de ontem e que lhe responde, a 4 de Junho e finalmente a 22 de Junho, em plena tensão dos dois planetas lentos, em vésperas da outra cimeira convocada para 28 e 29.