Os limites das relações, do desejo, dos gastos, do exagero pessoal é o que está em causa desde ontem e até amanhã, provocando grande tensão entre o impulso de ter iniciativas que alterem a situação e a aparente impossibilidade de alcançarmos os resultados pretendidos. Deve-se a frustração à quadratura de Vénus retrógrada e Júpiter em Leão a Saturno retrógrado em Escorpião, enquanto que as emoções atormentadas derivam da Lua em Carneiro -que quer acção, – quadrada a Plutão em Capricórnio-  que a confronta com a força das estruturas e de poderes superiores -, a avançar para uma conjunção a Urano e trígono a Mercúrio que pode levar a espontâneidades de consequências imprevisíveis. É assim um tempo em que é preciso tomar decisões baseadas no que conseguirmos equilibrar entre o querer e o poder, a expansão e a contração, a projecção para amanhã e o peso de ontem.

Como Júpiter está em vésperas de mudar de signo para entrar em Virgem, estamos numa fase última de definir quem somos e como ou com que fundamentos vamos, durante os próximos doze meses, servir os nossos interesses e os dos outros. Júpiter e Saturno vão ainda fazer duas quadraturas em 2016, a primeira em Março e a segunda em Maio, de Virgem para Sagitário, sendo que o Sagitário é regido por Júpiter- o tom será sempre o mesmo- como alargar a esfera de acção dentro das restrições estruturais, pessoais ou colectivas.

Como Vénus e Júpiter estão agora conjuntos em Leão, pode haver a tendência  para só querer amor, divertimento, criatividade, sem pensar nem em ontem nem em amanhã. No entanto, a realidade mais tarde ou mais cedo abate-se sobre a febre e é daí que resulta, se bem consciencializada, a matéria de que de facto se podem construir os sonhos e que nos pode transformar- o Sol em Leão avança esta semana para um quincúncio a Plutão e da tensão pode resultar o renascer das cinzas- arrumados assuntos do passado, feridas do ego, avarias da máquina pessoal e da ideia que temos do amor pelo outro e do amor-próprio. É uma semana que exige muita revisão pessoal para esclarecer a parte de nós em que podemos confiar para nos guiar- Neptuno quincúncio ao Sol e sesquiquadrado a Marte.

A tela representa Orfeu e Eurídice pelo pintor inglês pré-rafaelita John Spencer Stanhope 1829-1908.

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