Há quatro estrelas nos Céus que são desde sempre olhadas pelos astrólogos como sinais de particular relevo, associadas ao sentido de orientação, a qualidades, a Anjos ou aos quatro Cavaleiros do Apocalipse. São as chamadas “Estrelas Reais”: Aldebaran, a 9 graus de Gémeos, a estrela do Oriente, ligada ao Anjo Miguel; a estrela Antares a 9 graus de Sagitário, a olhar o Ocidente, ligada ao Anjo Uriel; a estrela Fomalhaut a 3 graus de Peixes, a olhar o Sul, ligada ao Anjo Gabriel; e Regulus, agora a 0 graus de Virgem, estrela do Norte ligada ao Anjo Rafael. Chamam-se estrelas fixas devido à extrema lentidão do seu movimento de precessão: avançam 1 grau cada 72 anos. Claro que não saem da constelação de que fazem parte, respectivamente Aldebaran o Touro, Antares o Escorpião, Fomahault o Peixes e Regulus o Leão. É apenas pelo movimento de precessão que podemos dizer que estão noutro registo. Assim, quando mudam de signo, o impacto simbólico é tido como digno de interpretação. A 28 de Novembro de 2011, Regulus saiu do Leão e entrou em Virgem no que foi então interpretado como o primeiro sinal da importância de abandonar a valorização do Ego para dedicarmo-nos ao serviço. Régulus tinha entrado em Leão, num tempo em que também Plutão e Neptuno se tocaram e se abriram portais de consciência completamente novos como simbolizados pelas vidas e impacto de duas super estrelas da História da época: Júlio Cesar e Jesus Cristo. Muitos são os exemplos e foram mais de 2000 anos dessa era – a que também se chama era de Peixes- que acabam com a entrada de Regulus em Virgem e o fim da sua oposição ao Aquário, livre agora do lado sombra das forças egocêntricas de Regulus, para poder manifestar-se como era de interligação colectiva- a internet é o seu principal veículo. Depois dessa entrada de Régulus em Virgem no final de 2011, as crises provocadas pelas quadraturas de Urano a Plutão desde 2012 e até agora, em termos macro, podem ser lidas como o princípio do desabar de tudo cuja base estava assente nessa força egocêntrica. No Verão do ano passado, ocorreu a primeira Lua Nova conjunta a Regulus, vista como um primeiro sinal, primeira semente do que deve vir a ser o esforço desenvolvido por todos para servimos um qualquer propósito. Regulus é uma super estrela portadora simbólicamente de glória, riqueza e poder a todos os nascidos sob a sua influência- tem algum planeta ou o Sol nos últimos graus de Leão?- mas a transição para Virgem pede e oferece um novo paradigma. Diz a astrologia tradicional que Regulus tem o impacto de Júpiter e Marte. Se estiver no Ascendente ou em bom aspecto ao Sol e Lua traz coragem, franqueza, se estiver no Meio do Céu, traz sucesso na carreira, fama e honrarias, mas se estiver conjunta a Vénus a vida amorosa pode ter surpresas pouco agradáveis. Conjunta à Lua nas mulheres dá um espírito independente, nos homens traz amigos poderosos.
Onde quer que esteja, e porque estava em Leão, regido pelo Sol, o que estimulava, era essa inflação pessoal. Ao transitar para Virgem, regido por Mercúrio exige maior eficiência, melhor gestão dos recursos pessoais e colectivos, maior respeito, atenção, sentido critico da nossa forma e objectivos de expansão, mesmo que seja dos projectos de engrandecimento pessoal. Ou seja, não podemos “crescer” sem que o nosso crescimento não esteja alinhado com as necessidades colectivas. Tratar da saúde pessoal, da saúde do planeta, da boa organização do trabalho, do detalhe de serviço, dos interesses dos trabalhadores, da boa comunicação informática e individual para cobrir mais terreno de acção, e prestar melhor serviço, tudo isto deve fazer parte da nova maneira de estar de quem, por via da posição natal de Régulus no seu horóscopo,tem agora de mudar de atitude. Júpiter, o planeta real, Zeus rei dos Deuses, da expansão, do conhecimento, filosofias, leis, princípios, da finança internacional, filantropia, que governa a sexta idade humana- dos 57 aos 68 anos pela acumulação de saber que representa, que rege ainda o fígado, o plasma e a pituitária, o colo do femur e a alimentação das células, entra hoje em Virgem onde não estava desde Agosto de 2003. Ao entrar neste signo faz conjunção a Régulus o que corresponde a uma explosão de oportunidades de abundância se o foco da nossa acção for a organização, eficiência e tudo o que alimente o espírito, individual ou colectivamente- o que fizermos para nós, tem de ser bom para o mundo. O único risco é o do excesso de perfeccionismo, exacerbado sentido crítico, perdermos a floresta porque só vemos as folhas- o lado sombra da Virgem. Júpiter abre, em grande, o que a Lua nova de Agosto do ano passado, ao fazer a primeira conjunção a Regulus em Virgem  aflorou- um ciclo de dois mil anos em que o domínio ditatorial, masculino, patriarcal, auto-centrado tem de chegar ao fim para ser substituído pelo gestão do serviço colectivo, com base na lógica de Mercúrio e não no rugir do Leão… Agora é tempo de pôr em prática o ditado de que o Sol quando nasce é para todos! Leoregulus_croman

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