Este sábado, às 18.36 GMT, a Lua opõe-se ao Sol numa Super Lua Cheia em que os maiores sonhos se confrontam com a necessidade de sentido crítico e capacidade de gestão. A Lua está em Peixes, conjunta a Neptuno, oposta ao Sol que está conjunto a Júpiter. Há mais aspectos a considerar mas estes são os que dão o mote às vagas de emoções discordantes que temos de navegar e conciliar na aproximação da Lua à Terra. Júpiter é o planeta que tudo amplifica, composto de gazes em permanente expansão. Zeus, Deus dos deuses está associado aos poderes supremos, aos grandes princípios condutores, a reis, leis, saberes, grandes viagens do corpo e da mente, religiões, a banca internacional, um rol de representações ao que de maior podemos aderir ou submetermo-nos. Rege o Sagitário e Peixes mas em Virgem está em queda, ou seja, mal colocado, apertado e só podendo crescer no detalhe. Conjunto ao Sol simboliza que a nossa energia vital pede total dedicação ao serviço, ao pormenor, à ánalise de dados, à disseminação de informação crítica, sentido prático,  com o poder da mente a soprepôr-se ao coração ou sonho. Mas algo se lhes opõe:  é tempo de Lua Cheia e as emoções, a intuição, o que sentimos no âmago, o que aspiramos simbolizados pela Lua, estão carregadas da energia do Peixes, alagadas pelas águas de Neptuno, regente de Peixes a que a Lua faz conjunção. Lua em Peixes conjunta a Neptuno é um banho de misticismo, fé, sonho, criatividade, ilusão, droga, alcool, meditação, cinema, música artes tudo o que nos leve a um estado alterado de consciência e nos eleve para além da realidade, em visões transcendentes. Só que, nesta Lua Cheia, todo esse potencial de aceder ao irreal está em conflito aberto com o pragmatismo e exigência de atenção ao concreto.
Ir ao cinema ou responder aos emails, ler um livro ou arrumar as gavetas, perder-se de paixão ou analisar bem as desvantagens, sonhar com um mundo de possibilidades mas ter de estudar a sua aplicação prática são ilustrações possíveis do choque de pulsões desta Lua.

Dois factores que vão condicionar como conciliamos essa tensão são a quadratura de Saturno em Escorpião à Lua/ Neptuno e Sol/Júpiter e a conjunção de Mercúrio, regente da Virgem, ao Nódulo Norte em Balança, ambos em quincúncio á Lua Neptuno e em semi-sextil ao Sol/Júpiter.
Isto significa que há um travão e uma orientação a ter em conta. A posição de Saturno simboliza as responsabilidades pendentes, custos, dívidas emocionais ou financeiras por saldar que são o travão ao devaneio e forjam a resolução prática a pensar no longo prazo. Os aspectos de Mercúrio/ Nódulo Norte mostram que não é sozinhos que resolvemos as tensões, tem de haver diálogo, concertação, acordos. E, como Vénus, regente da Balança, está retrógrada em Leão, conjunta a Marte e em quincúncio a Plutãoe semi-quadratura a Mercúrio/Nódulo ficamos a saber que há que, apesar de ser difícil, ultrapassar a tentação de só fazermos o que nos apetece, como nos apetece. Sem domar o narcisismo ou a busca de auto-satisfação não é possível levar por diante o grande esforço de proceder a transformações profundas nas estruturas das coisas em que estamos envolvidos e para as quais o equilíbrio da balança das relações é fundamental.
Nesta Lua Cheia podemos sonhar com um mundo melhor, dedicarmo-nos a fazê-lo acontecer, de mão dada com aliados nesse projecto de transformação que antes de mais salda e resolve as questões pendentes, inclusive as que são do foro interno.

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Supermoon

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