O arranque de Novembro…

Outubro acabou com um estrondo. Nos Céus uma Lua Cheia em Touro, conjunta a Urano, oposta ao Sol em Escorpião com Marte retrógrado em órbita de quadratura a Júpiter, Plutão e Saturno. Na Terra, atentados terroristas, tremores de terra e tsunami, Covid galopante, restrições sanitárias globais, contestação e violência nas cidades- e morreu o James Bond…

Novembro promete mais desassossego e tem uma agenda claramente pontuada. A primeira chamada de atenção vai para Mercúrio, retrógrado desde meados de Outubro, – estava em Escorpião e regressou a Balança – que esta semana entra directo, no dia 4 e está, toda a semana, em quadratura a Saturno em Capricórnio.

Uma quadratura entre Mercúrio e Saturno é um fortissimo travão ao bom fluir das comunicações e movimento, simboliza bem os confinamentos já em vigor e é com este pano de fundo que dia 3 têm lugar as eleições nos EUA.- mais info nestes links– em que Trump ameaça não reconhecer os votos por correio nem os outros se lhe forem desfavoráveis. Porque Mercúrio entra directo no dia a seguir às eleições americanas, no signo de Balança, pode ser um sinal de que os resultados só serão validados pela via judicial o que ensombra ainda mais as perspectivas de normalidade do processo eleitoral americano e justificaria a nomeação apressada de Amy Barnett para o Supremo Tribunal, num horóscopo de tomada de posse que vai ser tocado em pontos chaves no eclipse de 14 de Dezembro, em pleno na decisão do Colégio Eleitoral e na carta astral de Donald Trump.

Para além da moção directa de Mercúrio esta semana em plena quadratura a Saturno, temos também que encarar a conjunção exacta de Júpiter a Plutão no grau exacta em que Plutão e Saturno se encontraram em Janeiro, no início da pandemia e num tempo de grande tensão entre os EUA e o Irão.

O agravamento da pandemia não só se tem vindo a verificar como, em particular na Europa, há medidas de contenção que passam por confinamentos e outras restrições que não só se enquadram na quadratura de Mercúrio a Saturno como têm um impacto que se traduz na conjunção de Júpiter a Plutão em Capricórnio, tanto uma reorganização profunda da sociedade, por via de regras e da força como um aumento de respostas de violência contra a violência sentida pelas alterações.

Esta primeira semana de Novembro é uma rampa de lançamento de novas medidas de repressão e contestação e também semente das profundas alterações económicas e financeiras estruturais que desde Janeiro parecem ser exigidas pelas conjunções dos planetas em Capricórnio e pela presença de Urano em Touro a forçar a adopção de novos valores que substituam o que dantes era dado como investimento sólido e seguro.

Nesta segunda-feira, a Lua em Gémeos em trígono a Vénus em Balança permite-nos ver os vários ângulos da história mas não facilita tomar decisões, mais ainda porque Marte vai ficar retrógrado até dia 15, quando terminar a conjunção de Júpiter e Plutão.

Querer mudar para melhor, idealizar como regenerar, ir ao fundo e sonhar como sair das trevas, ter esperança que podemos transformar o que está mal, exige, para já, paciência e recuo. O Sol em Escorpião avança para um trígono a Neptuno em Peixes na próxima semana mas o que é idealismo cor-de-rosa para uns pode ser uma cruzada religiosa para outros. O confinamento também nos pode proteger de muita violência por aí à solta…

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